25 de jan. de 2014

23 de dez. de 2013

O menino rico e o menino pobre

Um menino rico
Com mania de grandeza
Certo dia resolveu
Contar muita proeza
O outro que o escutava
Desafiou-lhe a nobreza

Disse-lhe que nem sempre
Ser rico é vantagem
Que às vezes é melhor
Não fazer muita viagem
Que bom mesmo é ficar
Numa rede na vadiagem

- Qual nada disse o rico
Tenho brinquedo de ouro
Você só me diz isso
Porque não tem um tesouro
Por isso fica na rede
Brincando com um besouro

Eu viajo, faço festa
Minha vida é regalia
Passo o dia na festança
Gosto mesmo é de folia
Você fica ai parado
Só vai mesmo à padaria

- Isso é o que você pensa
Posso provar o que digo
Eu na minha pobreza
Sou feliz no meu abrigo
Pulo, brinco à revelia
E tenho um cão como amigo

Minha vida é sem frescura
Não há quem repara não
Posso ficar descalço
E também sujar a mão
Sou feliz de qualquer jeito
Até mesmo sem tostão

-Quero que prove isso
Pois duvido que és feliz
Acho que você não sabe
É onde tem o nariz
Eu sou rico, como bem
Na minha mesa tem perdiz

-Você diz que é rico
Acho não é verdade
Eu embora sendo pobre
Vivendo sem vaidade
Sou mais rico que você
Tenho minha liberdade.

-É...... pensando bem
Cheguei à conclusão
Você me fez entender
Riqueza é a do coração
Viver na simplicidade
É fortuna de montão.

Meg

21 de dez. de 2013

Chapeuzinho vermelho e o lobo solitário

Conta-nos certa história
Que havia uma menina
Graciosa, delicada
E não era traquina
Morava com sua mãe
No alto de uma colina

Diz também a história
Justificando o nome
Ela usava vermelho
O que lhe deu o cognome
Conversava horas com a mãezinha
Esquecia até da fome

Havia ao lado uma floresta
E dois olhos observava
Desejava muito saber
Com quem a menina falava
Queria também conversar
Um amigo não encontrava

Lobo triste, solitário
Resolveu enfim esperar
Um dia conseguiria
Com a menina falar
Foi ficar lá na estrada
Esperando ela passar

Chegou por fim o momento
O dia tão esperado
Chapeuzinho com uma cesta
Caminhando pro seu lado
Sorriu alegre, feliz
Acabou o seu enfado

Psiu! menina! amiga!
Chamou o lobo por fim
Chapeuzinho assustou-se
Mas ele falou assim...
Não tenha medo garota
Não se lembra mais de mim?

Não sou mais o lobo mau
A história inverteu
Não pego mais criancinha
Muita gente já sofreu
Agora quero ser bom
O lobo mau faleceu

Chapeuzinho desconfiada
Caminhando sem parar
O lobo colhia flores
Para a menina agradar
Conversaram muito tempo
Até a vovó encontrar

A avozinha coitada
Não se continha de medo
Vendo ali sua neta
Dando asas ao enredo
Ao lobo de antigamente
Hoje fazendo folguedo

Entrando todos em casa
A vovó silenciou
Pensava sair dali
Pois outrora ele a matou
Chapeuzinho abriu a cesta
E o lobo assim falou:

Eu estou agradecido
Porque pude conversar
Agora tenho amigos
À floresta vou voltar
Comerei alguns docinhos
Para assim comemorar

Agradeço a inversão
Não represento mais perigo
Chapeuzinho percebeu
Eu precisava de um amigo
Quero ser um anjo bom
Caminhar sempre contigo.

Meg

20 de dez. de 2013

A formiga e a cigarra

Quem nunca viu uma formiga
No afã do seu labor
Trabalhando noite e dia
Principalmente em dias de calor
Garantindo o suprimento
Cuidando da rainha com amor

Não há descanso para formiga
Distração é coisa vã
Temem o tempo, a tempestade
Protegem a custo o clã
Por isso muito trabalham
Preocupadas com o amanhã

Conta-nos a estória
Que na floresta não havia
Quem uma música cantasse
Que desse aos animais alegria
Resoluta a cigarra
Começa a sua gritaria

A formiga observava
Toda aquela animação
Mas não parava o trabalho
Juntando de grão em grão
Para ao chegar o inverno
Alimentar-se da colheita do verão

A formiguinha atenta
Nada deixava escapar
Sabia que na floresta
A música estava no ar
Graças a dona cigarra
Sempre alegre a cantar

Eis que finda o outono
E chega enfim o inverno
À sua porta com frio
Enfiada em um terno
A cigarra chama a formiga
Sua vida estava um inferno

Sentia muito frio e fome
Não tinha onde se esconder
Pedia à formiga lhe desse
Qualquer coisa para comer
E para pagar cantaria
Da manhã ao anoitecer

A formiga viu na cigarra
Um trabalho diferente
Ela não armazenava
Mas deixava o outro contente
Deu-lhe as boas-vindas
E disse: fique com a gente

E daquele dia em diante
A cigarra aliviava
Com seu canto costumeiro
O que a formiga carregava
E ao findar mais um dia
A formiga também cantava.

Meg

19 de dez. de 2013

Cinderela

Em histórias de amor
Dentre todas a mais bela
Quem não se emociona
Lembrando a Cinderela
A beleza encantadora
De graciosa donzela

O pai enviuvara
Casou-se com uma megera
Tinha esta duas filhas
Eram feias como fera
Maltratavam a princesa
Que muita calma tivera

O que elas não sabiam
É que a princesinha
Apesar de desprezada
Tinha uma fada madrinha
Dava ânimo e coragem
A ela de manhãzinha

Num outro castelo porém
O rei preocupado
Pois os anos se passavam
Seu filho amuado
Não pensava em se casar
Estava decepcionado

Daria grande festa
Com o fim de apresentar
As moças de outros castelos
Para seu filho alegrar
Quem sabe uma delas
Ele iria desposar

A madrasta e suas filhas
Com grande empolgação
Animadas para a festa
Sem medo de humilhação
Cinderela ficaria
Com a borralha do fogão

Porém a fada madrinha
Que a tudo assistia
Queria dar uma lição
À madrasta neste dia
Preparou a Cinderela
Enquanto ela saia

Abóbora virou carruagem
Belos cavalos a puxar
O vestido de Cinderela
Nem é preciso contar
Os sapatinhos então
Qual estrelas a brilhar

Começou o grande baile
O príncipe não se empolgou
Quando então de repente
Belíssima moça entrou
Rapidamente o rapaz
Pela mão a segurou

Dançaram por longas horas
A madrasta se enfezou
Quem seria a intrusa
Que seu plano atrapalhou
Queria saber quem era
Mas a hora avançou

Cinderela saiu correndo
Pois a madrinha tratou
Não passe da meia noite
Ai o encanto acabou
Se ficar por mais tempo
Meu plano fracassou

Na pressa de ir embora
Caiu-lhe do pé um sapatinho
O príncipe colheu zeloso
Iria provar cada pezinho
Por toda a redondeza
E encontrar seu amorzinho

No castelo da madrasta
Um alvoroço geral
Suas filhas desejavam
Que seus pés fossem igual
Ao sapatinho perdido
O príncipe era legal

Não deixaram Cinderela
Participar da seleção
Com certeza o sapatinho
Não seria dela não
Mas o príncipe insistia
Queria todas no salão

Para surpresa geral
A madrasta assistia
A busca desesperada
Do príncipe neste dia
Os pés da princesinha
No sapatinho cabia

Trataram o casamento
Com muita animação
A madrasta furiosa
Sentindo a humilhação
De precisar se curvar
À borralheira do fogão

Cinderela esta feliz
Iria enfim ajudar
Seu pai adoentado
Que não podia falar
Iriam pra outro castelo
E todos iriam se amar.

Meg



18 de dez. de 2013

A menina e a sereia

Uma sereia boazinha
Certo dia encontrou
Uma menina chorando
E a ela perguntou:
- Por quê choras criança?
Quem foi que te maltratou?

A menina assustou-se
Não sabia o que dizer
Olhou a bela sereia
E logo se pôs a correr
Na outra beira do lago
Tentava compreender

A sereia ao longe
Não tinha com quem falar
Não sabia o que fazer
Para a criança alegrar
Só lhe restava então
Ficar ali a contemplar

A menina não percebeu
Muitos peixinhos chegando
Puxavam seus pezinhos
Na água mergulhando
Aos poucos sem perceber
Estava com eles nadando

O colorido dos peixes
Logo chamou sua atenção
Com eles conversava
Tocava-os com as mãos
Alegres todos riam
Em animada conversação

- Peixinho você acredita!
O que há pouco eu vi?
Estava eu chorando
Encontrava-me bem ali
Uma criatura estranha
Chegou que nem percebi

Perguntou-me por que chorava
Fiquei muito assustada
Parecia amiga
Mas senti-me acuada
Levantei, sai correndo
Quase nem via a estrada

Fiquei apreensiva
Sem saber o que pensar
Por isso na beira do lago
Resolvi por fim sentar
E agora aqui estou
Com vocês a conversar

Expliquem-me por favor
O que foi aquilo que vi!
Não era gente nem peixe
Também não era saci
Pensei e pensei muito
Mas ainda não entendi

Os peixinhos riram gostoso
Puseram-se a explicar
Que aquilo era sereia
Era a rainha do mar
Que ela só queria
Com a menina brincar

Por fim falou um deles
Com grande empolgação
- Não tenha medo criança
Isso faz mal ao coração
Aqui na água só há
Muita alegria e emoção

Afinal, vai nos contar
Por quê choravas então?
Quem foi que te magoou
Vais nos contar ou não?
Unidos resolveremos
A sua situação

Sentiu-se amada a menina
Por todos que estavam ali
Pensou, rebuscou na mente
Precisava de um álibi
Por fim respondeu loquaz
- É, eu acho que me esqueci

De mansinho a sereia
Foi chegando aos demais
E alegres todos juntos
Deixaram os mangais
Ganharam mar aberto
Sofrimento..nunca, jamais.

Despertando a menina
Com um olhar tristonho
A memória recobrando
Num soluço risonho
Reconhece que tudo
Não passara de um sonho.

Meg

17 de dez. de 2013

O velho o menino e o burro

É difícil agradar
A estória vai mostrar
Três personagens distintos
Vamos agora contar
Caminhando pela estrada
Queriam à vila chegar

Uma criança que tinha
Por um burro afeição
Porém seu avô queria
Vendê-lo em um leilão
E assim os três partiram
Destino á povoação

E carregavam o burro
Para poupar a caminhada
O burro não se cansaria
Na poeira da estrada
Ao chegar ao vilarejo
Descansariam da jornada

Eis que encontram alguém
Que logo se pôs a rir
Ao ver a cena engraçada
Não dava pra resistir
Ver um burro pendurado
E os dois quase a cair

O velho pensou, pensou
Encontrou a solução
O jovem iria montado
Puseram o burro no chão
E o avô puxaria
Os dois por um cordão

Porém não demorou muito
E novamente encontraram
Um grupo a gargalhar
E bem alto comentaram:
Jovem robusto na sela
Por quê os dois não montaram?

De novo pensou, pensou
Inverteram a situação
O velho avô montaria
Queria ver logo o leilão
Na frente o jovem iria
Levando a corda na mão

Mas de novo encontraram
Nova gente no caminho
Fazendo troças aos dois
E zombando do velhinho
Que com raiva apeou
Cada qual seguiu sozinho

Intrigado e nervoso
O velho disse então...
Voltaremos para casa
O burro não vendo não
Hoje é um grande dia
Aprendi uma lição

Neste mundo que vivemos
Não adianta esforçar
Nunca encontraremos
Uma forma de agradar
Todos vivem descontentes
O que fazem é criticar

Abraçando o animal
Que era a sua vida
O menino saltitava
Numa alegria incontida
De novo com seu amigo
Talvez pro resto da vida.

Meg

16 de dez. de 2013

Um ursinho no bosque

Ursinho inexperiente
Na primeira aventura
Caminhando na floresta
Avistou colmeia pura
Lambeu a boca feliz
Pensou... ninguém me segura

Olhou em torno e viu
Que havia muitas delas
A barriga encheria
Comendo todas elas
Sequer pensou em perigo
Foi colocando em tigelas

Quando colheu a última
E sentou para comer
Viu as tigelas vazias
E formigas a correr
Não tinha mais mel ali
A última pôs-se a lamber

Comia o mel e chorava
Não conseguia compreender
Com tanto mel dando sopa
E ele ali a sofrer
Com uma colmeia apenas
Depois de tantas colher

Mamãe ursa aproximou-se
E viu a cena sofrida
O filhote sem o mel
Por cima alguma ferida
Arranhões e picadas
De uma abelha enfurecida

- Grande lição você teve
Na sua primeira ida
Em busca de alimento
Guarde para toda a vida
A natureza é mãe
Que a todos dá comida

Aprenda a controlar-se
E ver que os outros também
Precisam do alimento
Que a natureza contém
Aquele que muito quer
Na sua vida nada tem.

Meg

14 de dez. de 2013

Tempo

Tempo não nos despertes
Pois será cruel demais,
A renúncia da ventura,
Da entrega, tudo mais.
Tempo não apagaste,
Os dias de primavera,
A doce alegria da espera
O riso alegre no cais;
Nosso amor desesperado,
Que em longínquo passado
Nos levou a perecer;
Ficou no tempo latente,
Este sentimento quente
Que a saudade insistente
Nos leva a padecer.
Tempo apague a lembrança,
Do suplício na masmorra
Pois sei mesmo que eu morra
O amor persistirá.
Que meus olhos jamais veja
A cena da torre da igreja
Meu amor caindo inerte,
Para nuca mais voltar.
Tempo apague o desejo
Dos afagos, do seu beijo
De juntos de novo estar.
São outros o tempo agora,
E é preciso superar,
A separação angustiante,
E aguardar por um instante,
O mesmo brilho no seu olhar!

Meg

Entrega

Te entrego meus versos,
meus sonhos,
meus segredos.
Te dou minha vida,
minh'alma querida,
meus fracassos,
meus sucessos;
Ainda te dou!....
meu cantar,
minha voz,
a alegria de viver,
e o êxtase do prazer.
Nesta entrega me abandono,
te procuro,
te chamo,
e te reclamo...
Quero teu corpo molhado
de chuva fininha
que vou enxugar
gotinha a gotinha.
E na luz do teu olhar
mais um vez vou te amar.
Entrega-me tua vida,
Guarda no teu segredo a minha,
Deixa o universo nos guiar.

Meg

3 de dez. de 2013

Mimo

Andando
na rua,
na calçada,
alegria esbanjada
na alegre caminhada
olhares perdidos
no doce relento
na carícia do vento
palavras soltas,
descontraídas
desinibidas;
um jardim...
perfume
cores
flores
um raminho de jasmim!

Meg

2 de dez. de 2013

Cordoba

Lua
Prata
Luar
Uma fogueira
Música no ar
Instrumentos variados
Incitando ao bailado
Fazia o chão trepidar
Morena
Cabelo esvoaçante
Ao ritmo das palmas
Sua dança estonteante
Te fazia delirar
A guitarra não paravas
No ardente desejo de ver
Tua amada extenuada
Nos teus braços desfalecer.

Meg

21 de nov. de 2013

Carona ll

Plataforma vazia!... deserto!.... espero uma carona sangrando, febril. Passam-se as horas...os dias....dias....
quantos dias? Não sei.
Novamente desfaleci, perdi a noção do tempo; acho que faz tempo, não sei. Olho em torno, procuro uma letra, duas, algo que se possa escrever....não encontro, foram-se todas com o amor.
O estilhaço no peito...tento arrancar...não consigo, é como flecha, quanto mais forço, mais aumenta a ferida e sangra.
Grito!.... ninguém ouve. Quero correr....desfaleço.
Reanimo......recordo as emoções, estão confusas, sinto raiva, o sorriso também se foi.
Choro....um quase ódio me assalta, assusta; recuo...chamo pelo amor que se foi...não me ouve porque se
foi, não voltará jamais.
O fragmento no peito....machuca, dói, queima como brasa e a carona não chega.
Quero dormir.... não posso....esvaio em sangue. Não posso chorar, falta-me forças.
Desmaio.

Meg
21/11/13

8 de nov. de 2013

Flash

Num flash....
Descortino meu mundo
Meu modo de viver
Minha alegria
E também o meu sofrer!

Num flash....
Estou sob uma chuva fina
Sentindo suas gotinhas
Caindo sobre meu corpo
Molhando meu rosto
Disfarçando o desgosto
De uma vida infeliz.

Num flash....
Contemplo o universo
E me ponho a pensar
Se vale a pena meus versos
Sem você para me amar.

Num flash....
Atiro-me ao mar
E me deixo levar
No meu sonho quase louco
Não me afogo por bem pouco
Na ânsia de te encontrar!

Num flash....
Uma estrela me ilumina,
Determina minha sina;
Percorrer longo caminho
Sem amor e sem carinho
Sufocando meus sonhos de menina.

Num flash....
Apagaram-se meus risos,
A felicidade se foi;
As lágrimas derramadas
Juntaram-se às enxurradas
Que o tempo não enxugou.

Num flash....
Cravo nos teus, meus olhos
Os mesmos olhares de outrora
Quando furtivos amantes
Uma paixão inebriante
Nos leva a alma perder.

Num flash....
Viceja outra vez
Um amor puro e sincero;
Quero teu beijo ardente,
Sentir teu corpo quente,
Num sussurro dizer...
Te quero novamente.

Meg

7 de nov. de 2013

Alma gêmea

Oh! alma gêmea de mim
Estrela do meu viver
Brilhaste em minha vida
Livrando-me de sofrer
A cada encontro sinto
Como um lindo amanhecer

E quando naquele dia
Sem medo da multidão
Teus olhos em mim pousaram
Com muita sofreguidão
Tocastes fibras profundas
Vibrou mais forte minha emoção

Percebi que nossos corpos
Foram feitos sob medida
Você é o sol que aquece
Dá vida à minha vida
Neste nosso reencontro
Nossas almas tem guarida

Sei que em mim refugias
Nos momentos desditosos
Docemente te acalmo
Fim dos dias tenebrosos
Nossas almas se aquietam
Em clima melodiosos

Fomos criados um para o outro
Não temos como negar
Teus olhos são duas estrelas
Que me embriaga ao olhar
Explode dentro do peito
O desejo de te beijar

O amor dispensa palavras
Pois não há o que dizer
Somente o sentimento
É mais forte e vai fazer
As almas se entrelaçarem
E viver só de prazer

Em silêncio nos amamos
Tudo para no momento
Que nossos corpos se abraçam
Com grande contentamento
O idílio que vivemos
Dispensa o casamento

Alma gêmea de minh'alma
Na magia do teu olhar
Descanso a alma cansada
Cansada de esperar
Que voltasses para mim
E novamente me amar.

Meg

4 de nov. de 2013

Carona

Peguei carona com as palavras e encontrei trocadilhos e rimas e de verso em verso, versei meus sentimentos.
Desembarquei no meio de um parágrafo porque escorreguei num verbo, caminhei na plataforma da reticência que me levou a uma outra alínea. Vislumbrei inúmeras letras e tentei juntá-las para expressar o que sentia.
A letra "A" pareceu-me amarga, achei melhor desprezá-la, mas o "M" mostrou-me que ela me levaria ao Amor e que o amor me transportaria para um outro artigo que resumiria meu desejo.
Segui de carona com os sentimentos e confidenciei com a emoção. Senti que era possível transformá-las:
Das lágrimas...o sorriso
Da raiva.........o perdão
Do ódio.........o amor
Da renúncia...a realização
Entreguei as mãos e o coração ao amor e senti que era bom. De mãos dadas com o amor segui amando; mas em meio ao caminho, uma grande pedra desabou à minha frente e seu estilhaço atingiu em cheio meu coração e.... sangrei..... desfaleci..... e... fiquei no tempo sem tempo para pensar e reagir.
O amor se foi e eu fiquei numa plataforma vazia, esperando nova carona que me levasse ao hospital dos sonhos para retirar de mim o fragmento da pedra em meu peito que não mais me permitiria amar.

Meg

29 de out. de 2013

Fragmentos





                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       
Retalhos
Sem cores
Amargos amores
Resquícios de uma vida
Colhendo respingos
De sobra de nada
Cacos pontiagudos
Fere
Perfura
Corta
Mata
Pedaços de mim

Meg

27 de out. de 2013

Meu mundo











Nossa fauna, nossa flora
Está sofrendo em agonia
Eu também sou parte dela
Sofrendo meu dia a dia
Não bebo mais água pura
Não tem ninguém que segura
É o progresso em reveria

É a ciência que avança
Não sei onde vão parar
São tantas as descobertas
Não podem o mundo salvar
Vejo árvores morrendo
Animais estão sofrendo
Ninguém mais sabe amar

Que dizer do clima então?
Ora frio, ora calor
Não há mais quem aguenta
Ver tanto ser sofredor
Não se lembra a humanidade
Que somente a caridade
Salva o planeta da dor.

Meg
out/13

26 de out. de 2013

Rubi











Pedra preciosa que ostentei
Prisioneira em meu dedo te guardei
Até que......
Te perdi.
Outras jóias desfilei
Mas nenhuma igual a ti
Procurei-te pelos cantos
Pelos campos
Pelo jardim
Vasculhei folha por folha
O grande pé de jasmim
Pedra rubra cor do sangue
Que jorra dentro de mim
Percorre minhas veias
Dá-me vida
Incendeia
Meu pensamento vagueia
Com muita saudade de ti.

Meg

24 de out. de 2013

Marcas














Marcas latentes
No peito da gente
Que pulsa tangente
Qual canto dolente
Fere, machuca
Faz sangrar
Marcas existem
No solo que piso
No ar que respiro
Nas flores que vejo
No sol que me queima
Na estrela que cintila
No silêncio de um olhar.

Meg
24/10/13