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10 de fev. de 2010

Súplica de um papagaio


OUVINDO A SÚPLICA DE UM PAPAGAIO ( Inspirado no cordel de Cleusa Santo )

Um dia em silencio
Ouvi súplica sofrida
De ave engaiolada
Tinha a alma ferida
Por sofrer tanta maldade
E não encontrar saida

Viu seus amigos morrerem
De sede, fome e sujeira
Presos em um caminhão
Por gente interesseira
Que ignoram sentimento
Acham que isso é besteira

Sofria calado o bichinho
Chorava a mãe distante
Lembrava a agua pura
O ninho aconchegante
E agora solitario
Tinha febre horripilante

Com muito medo e sozinho
Vendido por um dinheirão
Vai pra casa de pessoas
Que lhe trata a bofetão
Ele se vê forçado
A falar até palavrão

A vida perdeu a graça
Não sabe pra que viver
Longe da sua raça
É coisa de enlouquecer
Aos poucos vai definhando
Pensa até que vai morrer

Vem à mente o macaco
Ao morrer de modo vil
Pedindo que sobreviva
Pra contar a todo Brasil
Os animais estão sofrendo
Na patria amada gentil

Aos poucos o papagaio
Se reergue e quer lutar
Em favor dos animais
Que o homem quer matar
Quem sabe ainda há tempo
De sua fauna salvar

-Aproveite meu amigo
Este dom que Deus te deu
E griate aos quatro cantos
Que voce não esqueceu
Daquele dia horrivel
Em que tudo aconteceu

Quando arrancaram você
Do seu lar, da sua mãezinha
Que ficou triste a chorar
Lá no ninho sozinha
Quando voltava pra casa
Com a sua comidinha

Repita muitas vezes
Que é preciso humanidade
Desrespeitar os animais
É falta de caridade
Quem sabe o homem acorda
E deixa de tanta maldade

Repita outro tanto
Repita até cansar
Pois dizem que água mole
Bate, bate sem parar
Bate em pedra dura
Bate até ela furar.

Moral: todo exito vem da persistência